A Parada Gay “funciona”?

30/04/2018, 17:24:12 • Redação • Especial

A Parada Gay é uma forma de colocar em evidência a causa gay e discutir o preconceito, reunindo gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e ativistas. Em Itu, o evento aconteceu ontem, domingo, dia 29, em frente ao Estádio Municipal, e segundo os organizadores reuniu cerca de 6 mil pessoas.
Mas, o evento consegue atingir o objetivo de discutir o preconceito? Entrevistamos algumas pessoas para saber se elas acham que a Parada Gay é eficaz nesta luta.
O cabeleireiro Guilherme Martins diz que não frequenta eventos deste tipo, pois acredita que a maioria vai ao local “pela bagunça. A festa pela festa não ajuda, mas quando há um discurso contra o preconceito acredito que sim”.
A educadora de artes Iêda Claudia Silva diz que já foi algumas vezes na Parada de São Paulo, e que quando esteve em Itu não gostou. “Havia pessoas que não tinham nada a ver com a causa, que foram para beber, tirar sarro”, lembra. Neste ano ela não foi, e diz que o importante é ter mais palestras sobre “homofobia, questões sobre gêneros que são muito importantes principalmente para informar as pessoas que estão se descobrindo. Já fui em várias Paradas e nunca vi isso. A informação é mais importante do que a festa em si”, destaca. “Mas acho bacana essa visibilidade gay, sou a favor do evento”, conclui.

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Para o professor A. P., o evento tem boa intenção, mas não serve para dar visibilidade concreta à causa. “Acredito que ela é um instrumento importante para se debater questões como o preconceito mas não vejo isso de forma efetiva”, pondera.
O desempregado G. C. nunca se sentiu à vontade para participar de uma Parada. “A grande maioria vai pela festa: bebida, drogas, músicas”, diz. Segundo ele, é preciso sim exigir os mesmos direitos que os héteros, mas eles não acredita que este seja o caminho. “Os grupos LGBTS deveriam se envolver mais em questões políticas, sociais e ir inserindo na sociedade que somos pessoas normais assim como todos os outros, no exercício de seus deveres e funções. Não acredito que a Parada seja um protesto.”
Nós desejamos que, um dia, ninguém mais precise usar apenas a sigla do nome para falar desta causa. Que ninguém mais chore escondido pelo o que sente. E não seja mais preciso dar visibilidade ao que já é respeitado. E que a festa seja todo dia…

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