A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (14), a Operação Estafeta, com o objetivo de apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro supostamente praticados por uma organização criminosa com indícios de atuação na administração pública de São Bernardo do Campo (SP).
Policiais federais cumpriram duas prisões preventivas, 20 mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário e fiscal, nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema. As ordens, expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, também determinaram o afastamento de cargos públicos e o monitoramento eletrônico de investigados.
As investigações começaram em julho de 2025, após a apreensão de cerca de R$ 14 milhões em espécie — entre reais e dólares — com um servidor público suspeito de integrar o grupo criminoso.
Entre os investigados está Paulo Iran Paulino Costa, assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL), apontado pela PF como operador financeiro do esquema. Ele está foragido após ter a prisão preventiva decretada.
Os suspeitos poderão responder, conforme suas condutas, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.
Em nota, o deputado Rodrigo Moraes declarou que assim que tomou conhecimento dos fatos, tomou “as devidas providências para sua exoneração, a fim de manter transparência, ética e moral nas apurações. No meu mandato, não aceito qualquer suspeita de corrupção ou conduta indevida.”
(Com informações e foto: Polícia Federal)

Comentários
Seja o primeiro a comentar.
Deixe seu comentário