Em outubro de 2023, o Jornal de Itu publicou uma matéria dizendo que a Prefeitura havia anunciado, em março daquele ano, que havia comprado 400 aparelhos de ar-condicionado para as escolas municipais, mas eles ainda não estariam instalados, devido os prédios não terem instalações elétricas adequadas.
Uma denúncia recebida pelo Jornal de Itu ainda disse que os aparelhos haviam sido comprados ainda em 2022 e, devido à demora na instalação, teriam perdido a garantia.
Dois anos após a compra dos aparelhos, os mesmos ainda não foram instalados, e com o retorno às aulas neste mês alunos e professores continuaram a sofrer com as altas temperaturas.
A Prefeitura diz que os aparelhos foram comprados em 2022 e entregues em janeiro de 2023. No entanto, não houve investimento em infraestrutura para suportar a instalação dos aparelhos.
Segundo a assessoria, a gestão anterior adquiriu 470 aparelhos de ar-condicionado. Destes, 188 foram fixados na parede e desses apenas 86 estão funcionando. Isso significa que 384 aparelhos não estão em funcionamento.”
A atual gestão está tomando providências para resolver a situação, incluindo a compra de 500 ventiladores para serem entregues em todas as escolas e a adequação da infraestrutura elétrica interna para a instalação dos aparelhos de ar-condicionado até o meio do ano.
Ao portal G1, o ex-prefeito Guilherme Gazzola diz que deixou tudo pronto para ser instalado, e “que só dependia do governo atual”. O motivo da demora de quase dois anos para as adequações nas escolas ele não explicou.
Deputada
Na época da compra dos aparelhos, Gazzola disse que a compra havia sido feita com verbas da deputada Mônica Seixas.
Ao Jornal de Itu, ela explica que a prefeitura de Itu solicitou recursos para compra de computadores. “Soube pela imprensa que compraram ar-condicionado. Eu entrei em contato com a prefeitura de Itu e sugeri a compra de roupa de cama para as Upas. Mandei recurso e não vi a roupa de cama ser comprada. Não sei também o que virou… Mas não é ilegal que prefeitos recebem verbas parlamentares e usem para outras coisas que consideram mais urgentes. Emendas servem para isso mesmo: socorrer prefeitos, mas eles têm que ter responsabilidade”, destaca a parlamentar.
“Se a prefeitura fosse aberta ao diálogo, eu poderia, e ainda posso, mandar recursos para a reforma elétrica que possibilitaria a instalação dos aparelhos. O problema é a falta de diálogo. Acabei ficando com medo de colocar mais recursos para a gestão municipal. E tenho mandado para entidades do município”, explica Mônica.
Fotos: Prefeitura de Itu/Arquivo

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