Em 10 anos, número de pessoas com diagnóstico de HIV e Aids cresce 70% no Brasil

02/12/2025, 20:06:06 • Redação • Economia/Negócios
Em 10 anos, número de pessoas com diagnóstico de HIV e Aids cresce 70% no Brasil

Dados do Painel Integrado de Monitoramento do Cuidado do HIV e da Aids, do Ministério da Saúde, mostram que o Brasil registrou, entre 2015 e 2025, um aumento de 70,1% no número de pessoas identificadas nos sistemas de informação relacionados ao HIV. Em 2015, eram 624.112 registros; em 2025, o número chegou a 1.061.707 pessoas. Entre elas, cerca de 39.291 receberam o nos, representando 28,4% dos homens e 16,1% das mulheres. Em seguida estão adultos entre 25 e 39 anos, com 27,8% dos homens e 8,4% das mulheres. A população com mais de 60 anos representa 8,5% dos homens e 5,7% das mulheres. Entre os mais jovens, a proporção é menor: 3,0% dos homens e 1,2% das mulheres têm entre 18 e 24 anos; adolescentes de 13 a 17 anos correspondem a apenas 0,1% dos homens e 0,2% das mulheres.

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No Hospital Municipal de Itu, gerenciado pelo Grupo Chavantes, a campanha Dezembro Vermelho reforça a conscientização sobre HIV e Aids, destacando a importância da informação correta, do combate ao estigma, além da prevenção e da testagem — pilares essenciais para reduzir novos casos e ampliar o acesso ao cuidado.

HIV x Aids: qual a diferença?

O HIV é o vírus da imunodeficiência humana, responsável por atacar o sistema imunológico. Já a Aids é o estágio mais avançado da infecção, quando há queda significativa da imunidade e maior risco de infecções oportunistas.

A infectologista do Hospital Municipal de Itu, Dra. Daniela Pereira Lopes, explica que a distinção entre os termos ainda gera dúvidas.
“Uma pessoa pode viver anos com HIV sem desenvolver Aids, desde que faça o tratamento corretamente. HIV é o vírus; Aids é a condição clínica que surge quando a infecção evolui sem controle. Hoje, com os antirretrovirais, é possível manter a carga viral indetectável e preservar a saúde”, afirma.

Formas de transmissão

A transmissão ocorre principalmente por:

  • relações sexuais sem preservativo;
  • compartilhamento de seringas e objetos perfurocortantes;
  • transmissão vertical — da gestante para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação, quando não há acompanhamento adequado.

A especialista reforça que não há risco em situações de convívio cotidiano.
“Não existe transmissão pelo toque, abraço, uso de talheres ou contato social. O preconceito nasce da falta de informação, e isso afasta as pessoas do diagnóstico e do cuidado”, alerta.

Sintomas e tratamento

Os sinais iniciais da infecção podem incluir febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios e manchas na pele — sintomas que podem ser confundidos com outras doenças comuns. Após essa fase, o vírus pode permanecer sem manifestação clínica por anos, o que reforça a importância da testagem regular.

Quando não tratada, a infecção pode evoluir para Aids, aumentando o risco de doenças oportunistas e complicações graves.

O tratamento é feito com terapia antirretroviral, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A adesão regular reduz a carga viral a níveis indetectáveis, o que impede a transmissão sexual do vírus, conforme o conceito internacional “Indetectável = Intransmissível (I=I)”.

Para a infectologista, garantir acesso ao tratamento e disseminar informação correta são passos fundamentais para reduzir o impacto da doença.
“Falar sobre HIV com base na ciência ajuda a combater o estigma e incentiva mais pessoas a buscar diagnóstico e cuidado. Informação salva vidas”, reforça.

Sobre o Hospital Municipal de Itu

A unidade é referência em procedimentos hospitalares de média e baixa complexidade e oferece Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) de média e alta complexidade. O hospital possui 32 leitos destinados a internações clínicas, cirúrgicas e de pacientes adultos, além de 2 salas de Centro Cirúrgico (CC) e 2 salas de Recuperação Pós-Anestésica (RPA), garantindo assistência segura e integral à população.

Sobre o Grupo Chavantes

A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia mais de 30 projetos em seis estados brasileiros, posicionando-se como a oitava maior entidade do setor no país, com gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.

Crédito da foto: Divulgação/Freepik

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