Escritor ituano Paulo Stucchi, finalista do Jabuti, lança romance que conecta Inquisição e Ditadura Militar

07/02/2026, 16:33:56 • Redação • Arte/Lazer
Escritor ituano Paulo Stucchi, finalista do Jabuti, lança romance que conecta Inquisição e Ditadura Militar

O jornalista e escritor Paulo Stucchi, finalista do Prêmio Jabuti em 2024 com O Homem da Patagônia, prepara o lançamento de seu novo romance histórico: A Dança da Serpente, publicado pela Editora Jangada.

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A obra entrelaça duas narrativas separadas por quase dois séculos, ambientadas na cidade histórica de Sabará. De um lado, o Brasil colonial do século XVIII; de outro, o país sob o regime autoritário da Ditadura Militar, em 1977.

Com uma narrativa intensa e simbólica, Stucchi investiga como o medo do desconhecido levou, em diferentes épocas, à perseguição de mulheres com dons espirituais e de cura.

Luzia Pinta: fé, resistência e perseguição

Em uma das linhas temporais, o romance acompanha a trajetória real de Luzia Pinta, mulher escravizada trazida de Angola, conhecida por seus rituais de calundu — cerimônias religiosas e de cura de origem centro-africana.

Após conquistar a alforria em Sabará, Luzia foi denunciada, deportada para Lisboa e condenada pela Inquisição Portuguesa. Sua história real serve como ponto de partida para uma reflexão sobre intolerância religiosa, racismo e perseguição às mulheres que desafiaram estruturas de poder.

Ditadura Militar e o retorno das gêmeas

Na segunda narrativa, ambientada em 1977, acompanhamos as irmãs gêmeas Cléo e Clarice. Unidas desde a infância por uma conexão espiritual incomum, as duas carregam dons que atravessam gerações.

Após uma tragédia, Cléo deixa Sabará tentando negar sua herança espiritual. Onze anos depois, retorna à cidade para reencontrar a irmã, agora conhecida como “Sacerdotisa de Sabará”, figura que reúne seguidores e desperta o temor das elites em plena Ditadura Militar.

O reencontro força Cléo a confrontar seu passado e a entender que certas heranças não podem ser apagadas.

Medo, poder e misoginia

A Dança da Serpente constrói um paralelo entre a Inquisição e o autoritarismo dos anos 1970, revelando como sistemas de poder, em diferentes períodos históricos, reagiram com violência diante de mulheres que carregavam “a chama do sagrado”.

Com narrativa crua e envolvente, Stucchi dialoga também com temas contemporâneos como misoginia e feminicídio, conectando passado e presente em uma trama marcada por espiritualidade, repressão e resistência.

Serviço

Livro: A Dança da Serpente
Autor: Paulo Stucchi
Editora: Jangada
Páginas: 472
Preço: R$ 69,90
Disponibilidade: Em breve em pré-venda

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