Funcionários da Saúde denunciam sucateamento do setor após as eleições

25/10/2024, 13:55:00 • Redação • Cidade
Funcionários da Saúde denunciam sucateamento do setor após as eleições

Diversos funcionários da Saúde denunciaram ao Jornal de Itu um desmonte do setor após as eleições. Eles receberam ligações e comunicados logo após o candidato do prefeito Guilherme Gazzola, Gilmar Pereira, ficar em quarto lugar no resultado eleitoral.

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Houve demissão em massa de médicos, foram proibidas horas extras e há falta de medicação, segundo eles.

“Nos bastidores, já se falava que isso ia acontecer: que caso eles perdessem as eleições, iria haver muitas demissões e caos”, contam as fontes, que quiseram se preservar para evitar perseguições.

Médicos contratados como Pessoa Jurídica pela Prefeitura, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde pelo Cismetro (Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas), foram demitidos por mensagem de WhatsApp.

“Há casos em que quem atendia cinco dias, ficou com um. Quem atendia um, ficou sem nada. Foi uma simples ligação e pronto! Diziam que eram ordens de cima, para evitar improbidade administrativa”, relatam os depoentes.

“Médico é fácil de conseguir plantões, se realocar no mercado de trabalho em outras cidades da região, mas quem vai atender a população? Há UBS em que médicos concursados irão tirar férias e não vai ter ninguém”, denunciam. “E ainda decretaram que as unidades vão entrar em recesso de final de ano já no dia 17 de dezembro”.

Outro profissional denuncia perseguição. “Após eu postar uma foto com um candidato, recebi uma mensagem da secretária de Saúde Janaina Guerino de Camargo e perdi 30% do meu salário; me disseram que era uma portaria que me excluiu de uma das minhas funções, mas até hoje não vi esse documento”.

Além disso, após as eleições, a Secretaria proibiu funcionários de fazerem horas extras. Segundo Janaina, a ação foi devido a um Inquérito Civil do Ministério Público do ano passado.

Horas extras e medicação

Além disso, as farmácias que existiam nas UPAs e no Hospital da Criança foram fechadas. “Nas UPAS está faltando remédios, como a ceftriaxona, e até produtos para curativos”, relatam.

Eles ainda comprovam o que diversos leitores já denunciaram: sem Cartão Cidadão, ninguém é contemplado no setor da Saúde. “Quando a pessoa insistia muito, poderia até conversar com o médico, mas não é encaminhado para fazer exame nem para especialista, ou seja, não consegue atendimento.”

Entramos em contato com a Prefeitura, mas não tivemos retorno até a publicação desta matéria.

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