Homem que tentou matar ex-mulher com pizza envenenada é condenado em júri popular

20/06/2024, 18:22:53 • Redação • Polícia
Homem que tentou matar ex-mulher com pizza envenenada é condenado em júri popular

Era começo da noite do dia 15 de janeiro de 2022, por volta de 19 horas, e Jocelaine e sua filha estavam em seu apartamento, no Parque Nossa Senhora da Candelária, em Itu.

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A portaria anunciou que havia uma entrega de pizza e ela estranhou, pois não havia feito nenhum pedido. Questionou ao entregador quem havia enviado, e ele disse que era um “fã” dela. Na caixa, havia frases românticas, como se fossem de um admirador.

Mesmo assim, a mulher ligou na pizzaria para tentar saber quem poderia ser, e foi informada de que o pedido foi feito por telefone e pago via Pix, e não saberiam dizer quem foi.

Após comerem o primeiro pedaço, elas começaram a passar mal, sentindo falta de ar, dores e incômodos gastrointestinais. Elas, na verdade, haviam ingerido chumbinho que havia sido colocado na pizza pelo ex-companheiro da vítima, Rogério Alves da Silva.

Ao serem socorridas, foi constatado o envenenamento pelo homem que não aceitava a separação após 20 anos de união, sem filhos. A filha de Jocelaine era enteada dele.

Ao entrarem em contato novamente com a pizzaria, o gerente contou que o homem esteve lá, realizou o pedido pessoalmente, pagou em dinheiro e pediu para acrescentar um ingrediente ao alimento.

Ele saiu de São José dos Campos e veio até Itu, onde encomendou uma pizza de chocolate e aguardou a pizza ficar pronta. Em seguida, o denunciado pegou a pizza e se dirigiu ao seu carro, ocasião em que colocou o veneno no alimento e escreveu mensagens de conteúdo romântico na embalagem, para simular que era um “admirador” de Joselaine. Ele retornou à pizzaria, pediu para acrescentar cerejas e, também, para que a pizza fosse entregue na residência das vítimas.

Júri Popular

Na tarde desta quarta-feira, 19, o acusado esteve no Fórum de Itu e passou por Júri Popular. O promotor Luiz Carlos Ormeleze considerou que ele tentou matá-las “por motivo torpe, emprego de veneno, recurso que dificultou a defesa e por razões do sexo feminino”.

Ele foi condenado há 10 anos e seis meses de prisão em regime fechado.

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