O Adoecimento da Maternidade Invisível

08/09/2025, 17:15:00 • Redação • Opinião
O Adoecimento da Maternidade Invisível

Setembro é um mês que convida a olhar com atenção para a saúde mental e emocional de muitas mães que vivem a maternidade invisível.

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A sociedade impõe um ideal difícil de ser alcançado: o de uma mãe sempre forte, feliz, disponível e que segura todos os papéis que cumpre.
Porém, por trás dessa imagem, muitas mulheres enfrentam o peso da solidão, da culpa excessiva, da falta de apoio e da compreensão, fatores que podem desencadear quadros de ansiedade, depressão e adoecimento mental.


Estudos da OMS apontam que “uma em cada cinco mulheres terá um episódio de saúde mental durante a gravidez ou no ano após o nascimento do bebê”, e que “entre as mulheres com problemas de saúde mental perinatal, 20% terão pensamentos suicidas ou cometerão atos de automutilação”. Essa é uma realidade presente na vida das mulheres e que infelizmente ainda é pouco discutida.

Mas, de onde isso vem?

A maternidade pode ser solitária, poucas pessoas entendem de fato o que é o puerpério (fisicamente definido como o período de recuperação pós-parto da mulher, que pode durar até 8 semanas. Mas, emocionalmente, ele se estende e pode trazer questões significativas por mais de 2 anos pós-parto) e seu real impacto na vida das mulheres.

Pelo medo de serem julgadas ou acreditarem que o que vivem é “normal” na maternidade, muitas mães têm dificuldades em expressar suas emoções e pedir ajuda. A falta de rede de apoio e o cuidado integral com a família, demandas da casa, relacionamentos e filhos, resulta na sobrecarga. Quando não cuidada, ela pode gerar transtornos mentais no ciclo materno, como: ansiedade, depressão, cansaço extremo, falta de concentração, isolamento, perda de interesse no bebê e etc.

É essencial ter atenção a esses sinais e buscar ajuda, e é por isso que o Movimento Maio Furta-Cor existe, para promover a importância do cuidado da saúde mental materna.

Afinal, cuidar da saúde mental materna é investir no futuro, na saúde e no bem-estar de toda a comunidade.

Stephanie Costa, terapeuta membra da Comissão Maio Furta-Cor Itu/Salto

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