Os deputados federais eleitos por Itu votaram majoritariamente a favor da PEC da Blindagem, aprovada na noite de terça-feira (16), em Brasília.
Entre os parlamentares da cidade, votaram “sim” à proposta: Missionário José Olímpio (PL), Ricardo Salles (PL), Celso Russomanno (REPUBLICANOS), Eduardo Bolsonaro (PL) e Márcio Alvino (PL).
Votaram contra a PEC os deputados: Delegado Bruno Lima (PP), Vitor Lippi (PSDB), Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL).
A seguir, a lista dos deputados eleitos por Itu conforme o voto na PEC da Blindagem, incluindo o partido e os votos que receberam na cidade:
Votaram SIM
Missionário José Olímpio (PL) – 4.389 votos
Ricardo Salles (PL) – 5.713 votos
Celso Russomanno (REPUBLICANOS) – 5.581 votos
Eduardo Bolsonaro (PL) – 5.387 votos
Márcio Alvino (PL) – 1.802 votos
Votaram NÃO
Delegado Bruno Lima (PP) – 1.456 votos
Vitor Lippi (PSDB) – 1.313 votos
Tabata Amaral (PSB) – 1.309 votos
Guilherme Boulos (PSOL) – 1.848 votos
No 1º turno, foram 353 votos a favor e 134 votos contrários. Houve uma abstenção. Eram necessários 308 votos para a aprovação. No 2º turno, foi de 344 a 133. O texto ainda precisa passar por análise no Senado Federal.
Voto dos partidos no contexto nacional
No cenário nacional, o PL foi o partido que mais apoiou a PEC da Blindagem, seguido pelo PP e União Brasil. Partidos como PSOL, NOVO, Rede e PT foram contrários à proposta. Já outros partidos, como PSD e MDB, apresentaram votação dividida, refletindo as diferentes correntes internas e posicionamentos regionais.
Principais pontos da PEC da Blindagem
A PEC da Blindagem propõe alterações nas regras para abertura de processos contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF), dificultando investigações e processos relacionados a crimes cometidos no exercício do mandato. Entre os principais pontos estão o aumento da exigência de maioria qualificada para autorizar investigações e a criação de mecanismos que limitam a atuação da Justiça contra deputados e senadores.
A proposta tem sido alvo de críticas por diversos setores, que a classificam como um avanço para a impunidade política, enquanto seus defensores argumentam que serve para proteger o Congresso de abusos judiciais e garantir a estabilidade institucional.
Tramitação da PEC
A PEC da Blindagem foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, seguindo para o segundo turno de votação. Para sua aprovação final, é necessário que obtenha maioria qualificada em duas votações na Câmara e, posteriormente, no Senado Federal. A tramitação da proposta tem gerado intensa mobilização entre parlamentares, organizações da sociedade civil e veículos da imprensa, dada a relevância do tema para a democracia e o funcionamento dos poderes no Brasil.
Foto: Agência Brasil

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