“Pediram para eu ficar seis meses sem salário”, diz motorista de ônibus

31/03/2020, 14:56:20 • Redação • Economia/Negócios
“Pediram para eu ficar seis meses sem salário”, diz motorista de ônibus

Na tarde de segunda-feira, 23 de março, a mídia anunciava: o presidente Jair Bolsonaro assinou uma lei permitindo que as empresas enviassem os seus funcionários para casa e que ficassem quatro meses sem salário, com o contrato de trabalho suspenso.

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O motorista de ônibus foi chamado a uma sala, e lá lhe deram a orientação: assinar um documento, do qual ele alega não ter recebido uma cópia, e ficar seis meses em casa, sem salário.

Revoltado, ele fez vídeos contando sobre sua situação, postou nas redes. Foi chamado novamente na empresa que, segundo ele, indagou sobre os vídeos, e explicou que ele não seria demitido, pois a empresa não tem condições de arcar com essa despesa neste momento de crise.

“Acho que não tem mais clima para eu ficar na empresa”, explica ele. Assim como ele, outros colegas de profissão, do mesmo grupo Belarmino, que incluí  Viação Itu e Viação Avante, foram enviados para ficar em casa.  O Presidente revogou o texto da lei, mas a empresa não voltou atrás.

 

Grupo Belarmino

O diretor de comunicação do Grupo Belarmino, Paulo Barddal, explicou que de 30 mil passageiros que as empresas Viação Itu e Viação Avante transportavam, este número caiu, atualmente, para 8.600.

De 74 ônibus que rodavam em dias úteis, hoje são apenas 49. Aos sábados, eram 51, e atualmente são apenas 36.

Ele ainda diz que houve um pedido, junto à Prefeitura de Itu, para isenção de impostos municipais para a empresa e auxílio neste momento de crise. “Vale lembrar que o transporte púbico é responsabilidade da Prefeitura, nós apenas prestamos o serviço”.

Sobre motoristas ficarem em casa, sem salário e em homologação, ele afirma que é uma forma de preservar os empregos. Questionado se não seria melhor demiti-los, para que pelo menos tivessem alguma renda, ele afirmou que isso é um pensamento “imediatista”. “Estamos todos no mesmo barco, queremos que tudo volte ao normal. E também não sabemos o que vai acontecer, ninguém sabe…”

 

Sindicato

Questionamos o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Itu e Região que informou que  “tomou ciência sobre a presente suspensão do contrato de trabalho enfrentada pelos trabalhados da Viação Bonavita, como também aos motoristas da empresa Rápido Luxo, ambas pertencentes ao Grupo mesmo grupo”.

O Sindicato diz que soube através de reportagens da situação dos trabalhadores e que forma procurados pelas empresas, em busca de amparo para a implantação das suspensões dos contratos de trabalho. “O sindicato repudia essa hipótese, na ocasião as empresas foram instruídas sobre outras medidas cabíveis, capazes de reduzir os danos decorrentes do COVID-19, sendo estas respaldadas pela jurisprudência dos tribunais e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Estamos tomando providências, a fim de garantir os direitos dos empregados, buscando manter o melhor para os funcionários através de medidas judiciais já adotadas.

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