“Por medo da diabetes, fiquei com transtorno alimentar”, conta Georgia

19/08/2018, 15:00:39 • Redação • Especial

Quando procuramos Georgia Mombelle para esta série de entrevistas sobre dietas, ela foi super sincera: “se for para falar sobre pessoas que emagreceram com saúde, eu não sirvo”.
Mas o seu relato é válido, pois se todos falam muito de dietas, pouco se fala das consequências de uma dieta rígida sem um completo equilíbrio entre físico e emocional.
Ela recorda que a vida toda tentou fazer dietas, como quase todo mundo. “Eu acreditava em qualquer dieta ou produto, até em simpatias”, diz. “Até que eu desisti, pois eu nunca tive resultados satisfatórios e duradouros”, conta.
Mas ela nunca chegou a ser obesa, era uma pessoa comum, com sobrepeso. “Comecei a fazer kickboxing cinco dias na semana. E como eu treinava, eu me dava o prazer de comer muita besteira aos finais de semana, como fasts foods e refrigerantes, além de lanches e pizzas. Sempre tomei muito refrigerante”, recorda.
O seu corpo deu o aviso que algo não estava em ordem durante os treinos. “ Sentia enjoos, como se a pressão tivesse baixa. Eu resolvi passar por um médico, fui encaminhada para um endocrinologista e ele pediu exames. Quando os exames chegaram, eu levei para ele e o médico assustou quando viu o resultado e me assustou. Lembro de ter saído chorando do consultório, apavorada”.
O que os exames mostraram foi que a jovem de 28 anos estava com pré-diabetes. “O resultado foi 200 para a curva glicêmica. E ele me apavorou pois disse que eu ia ter que viver tomando insulina e, principalmente, me disse que nunca mais eu poderia fazer tatuagens. Ele pegou no meu ponto fraco”, diz ela, que tem sete tatuagens.
Na época, ela, com 1.61m de altura, pesava 74 quilos. “Há exatamente um ano e cinco meses, eu iniciei a reeducação alimentar, com psicólogo – medo de ficar doente; nutricionista – dieta; e endocrinologista – remédio para diabetes. O objetivo era eu não ficar doente, mas eu comecei a emagrecer. Desta vez, não era o objetivo principal, mas em seis meses, eu emagreci bastante”, lembra ela, que neste período perdeu 29 quilos.
Mas, infelizmente, o cuidado excessivo com as calorias tornou Georgia anorexia. Hoje, com apenas 45 quilos, ela não se vê muito magra. E continua a emagrecer. “Hoje todos os exames são ótimos, estou bem de saúde, mas dez quilos abaixo do meu peso ideal e adquiri transtorno alimentar. A forma drástica que eu mudei a alimentação me deixou neurótica com alimentação. Estou me tratando com uma psicóloga e estamos tentando resolver isto”.
“Eu mudei drasticamente a minha dieta alimentar. E todos os meses faço avaliação alimentar. Os resultados dos exames melhoraram muito. Parei o kickboxing e comecei a fazer caminhada e correr, e gostei. Isso ajudou também a minha saúde”, conta.

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(Esta matéria tem o apoio da Emagrecentro)

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