Porco-espinho, gambá: o cuidado de moradores de condomínio em Itu à fauna local

26/08/2023, 17:45:32 • Redação • Especial
Porco-espinho, gambá: o cuidado de moradores de condomínio em Itu à fauna local

O Condomínio Santa Inês fica na zona rural de Itu, ao lado do bairro Potiguara. Ali, em meio à natureza, as chácaras de 1.000m a 3.000m²  são espaços perfeitos para pets, como cães e gatos.

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Mas os moradores locais costumam ter respeito e proximidade com outros tipos de animais, mais peculiares.

“Esse meliante veio comer antes de cair na noitada”, brinca Antonio Georges Eleftheriou, mostrando um porco-espinho que saboreia um pedaço de banana diretamente de suas mãos, Veja vídeo aqui.

Em outro registro feito por ele, o bichinho come abacate. Os alimentos são colocados em lugares altos, para evitar que cachorros os ataquem.

Gambás e aves

Outra espécie que tem atenção especial é o gambá, ou saruê. A bióloga Lilian Carminitti se divide entre Paulínia e a chácara do pai. Lá, ela tem um abrigo especial para filhotes resgatados.

“Sou uma das resgatistas do Brasil: muitas vezes uma gambá acaba sendo morta e os filhotes ficam em sua bolsa. Nós cuidamos deles, alimentamos, ajudamos na reabilitação e na reintegração à natureza e os soltamos na mata”, conta.

“São animais extremamente importantes, não transmitem doenças e comem cobras, escorpiões”.

Ela trabalha na conscientização dos cuidados e preservação dos bichinhos, com distribuição de folhetos explicativos. Para ter mais informações: https://www.instagram.com/projetomarsupiais/

Outra bióloga apaixonada pela fauna local é Giulia B. D’Angelo, mas o grupo escolhido por ela é bem menos polêmico: os pássaros. Mestre e doutora em biologia animal, trabalha com história natural de aves silvestres e observação de natureza.

Moradora do Santa Inês há um ano, já registrou 69 espécies de aves, incluindo as migratórias que ficam no local por alguns meses durante o deslocamento ou período reprodutivo.

“Exemplos dessas viajantes são: tesourinha, bentevizinho, bem-te-vi-rajado, sovi, pomba fogo-apagou. Muitas são aves diurnas, mas tem várias noturnas também, como: curiango, bacurau-chintã, bacurau-tesoura, urutau, corujinha-da-mata”, conta Giulia.

Para saber mais sobre o trabalho dela: https://www.instagram.com/giuliapassarinha/

No alimento, no resgate, na observação, o respeito e amor dos humanos aos animais faz a diferença, não só na preservação do meio ambiente, mas na manutenção de uma sociedade menos predatória.

(Fotos: Arquivo Pessoal Texto: Rosana Bueno)

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