O síndico Carlos Balsan participou da Tribuna Livre da Câmara de Vereadores na tarde desta terça-feira, 21. Antes mesmo de ele começar a falar, o presidente Normino da Rádio destacou que poderia cassar a sua palavra.
Ele comentou sobre a taxa de lixo, que irá aumentar a despesa dos condomínios, já que em muitos locais o valor da água é incluso no valor do condomínio. Ao comentar que, na aprovação da taxa, faltou sensibilidade aos vereadores, ele foi interrompido pelo vereador Ricardo Giordani.
“Se continuar desta forma, o senhor deveria cortar a Palavra”, disse Giordani, ao presidente Normino da Rádio. “O vereador pode votar como quiser”.
“Eu tenho o direito de falar do mesmo jeito que o senhor”, retrucou Carlos Balsan. Os dois tiveram uma breve discussão. O vereador José Galvão ainda tentou argumentar de que Carlos não havia faltado a respeito com os edis.
O síndico e o vereador continuaram discutindo, mesmo com os microfones desligados. O presidente então praticou aquilo que já havia falado: cassou a Palavra e convidou o síndico a se retirar, chamando até a Guarda Civil Municipal.
Eduardo Ortiz destacou que a Tribuna é “Livre” e que o munícipe teve a palavra cerceada. “Foi uma situação patética!”.
Artigo 115
O presidente ainda justificou que estava cumprindo o artigo 115 do Regimento Interno. Parte do texto diz: “A Presidência poderá cassar imediatamente a palavra do orador que se expressar com linguagem imprópria, cometendo abuso ou desrespeito ao Legislativo e às autoridades constituídas, ficando responsável pelos conceitos que emitir.”
No mesmo artigo, ainda fica claro que “O orador não poderá ser aparteado durante o tempo que estiver fazendo uso da Tribuna, exceto quanto o permita.”
Direito de resposta
O síndico Carlos Balsan já entrou com processo contra o prefeito Guilherme Gazzola e ganhou direito de resposta. Lembra desta notícia? Veja abaixo:

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